Jato retorna aos EUA em meio à guerra comercial com China – 18/04/2025 – Mercado

Um jato da Boeing destinado à China retornou aos Estados Unidos nesta sexta-feira (17), mostraram dados de rastreamento de voos, enquanto enquanto as fabricantes de aviões acabaram envolvidas em uma guerra tarifária cada vez mais profunda entre Pequim e Washington.

O retorno de um dos vários jatos que seriam entregues a uma companhia aérea chinesa em Zhoushan é o mais recente sinal do problema nas entregas causado pelo fim da isenção fiscal que a Boeing mantinha há décadas.

Segundo a Bloomberg News, a China ordenou que suas companhias aéreas não recebam mais entregas de jatos Boeing em resposta à decisão dos EUA de impor tarifas de 145% sobre produtos chineses.

Como sinal de que a Boeing estava se preparando para negócios normais apenas semanas antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o tarifaço em 2 de abril, três novos aviões 737 MAX haviam voado da Boeing em Seattle para Zhoushan no mês março.

Outro chegou na semana passada à cidade onde a Boeing instala interiores e faz pinturas antes da entrega aos clientes, de acordo com dados do Flightradar24.

Mas na sexta-feira, um dos jatos do primeiro lote decolou novamente sem ser entregue e voou de Zhoushan para o território americano de Guam (uma das paradas que esses voos fazem ao cruzar o Pacífico), indicando que estava voltando para Seattle.

A Boeing recusou-se a comentar.

A viagem de 8.000 quilômetros de volta à principal fábrica da Boeing ocorre enquanto os negócios da fabricante na China estão sob escrutínio devido à disputa tarifária.

Profissionais da indústria de aviação e aeroespacial disseram à Reuters que não estavam cientes de instruções formais contra a aquisição de aviões Boeing.

Mesmo assim, analistas concordaram que a imposição de tarifas sobre bens americanos por Pequim em resposta às ações de Trump bloquearia efetivamente as importações de aeronaves sem a necessidade de qualquer proibição formal.

Fotos postadas em sites de observação em fevereiro mostraram que o avião repatriado estava decorado com pintura da Xiamen Airlines, de propriedade majoritária da China Southern.

A publicação de aviação The Air Current, que primeiro relatou a decisão de retirar alguns jatos não entregues de Zhoushan, disse que uma companhia aérea chinesa não identificada havia desistido de um compromisso de arrendar uma aeronave Boeing.

Executivos da indústria disseram que o voo de retorno ocorreu apesar de algumas discussões sobre deixar jatos não entregues em armazenamento alfandegário, o que significa que eles não seriam oficialmente importados ou tarifados.

A alfândega chinesa não respondeu a um pedido de comentário.



Fonte: Folha UOL

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